O tratamento do câncer de próstata evoluiu muito nas últimas décadas, e hoje qualidade de vida e função sexual são parte central do cuidado, não apenas o controle do tumor.
Sociedades como a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) destacam que é possível, sim, ter uma vida sexual ativa após o tratamento, com apoio adequado e abordagem individualizada.
As técnicas cirúrgicas atuais para câncer de próstata, como a prostatectomia radical com preservação de nervos e, em muitos centros, as abordagens minimamente invasivas (laparoscópica ou robótica), têm como objetivo retirar o tumor tentando preservar ao máximo os feixes nervosos envolvidos na ereção.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e sociedades oncológicas, quando a localização e a extensão do tumor permitem essa preservação, o risco de disfunção erétil tende a ser menor do que com técnicas mais antigas e menos preservadoras.
Da mesma forma, a radioterapia moderna utiliza planejamento mais preciso, com técnicas como radioterapia conformacional ou IMRT, que permitem direcionar a dose de forma mais seletiva à próstata, poupando tecidos vizinhos.
A hormonioterapia pode impactar o desejo e a função erétil, mas costuma ser indicada de forma criteriosa, ponderando benefícios oncológicos e possíveis efeitos colaterais, dentro de protocolos recomendados por sociedades como a SBOC e a SBCO.
Um ponto importante, ressaltado por entidades como SBOC e SBCO, é que disfunção erétil não é uma consequência inevitável do tratamento. Muitos homens mantêm ou recuperam uma função sexual satisfatória, especialmente quando o planejamento terapêutico considera idade, comorbidades, função sexual prévia e possibilidade de preservar nervos e estruturas pélvicas.
Estudos e consensos clínicos apontam que a recuperação da ereção pode levar meses ou até poucos anos após cirurgia ou radioterapia, e que a maioria dos pacientes apresenta algum grau de melhora ao longo do tempo, principalmente quando são adotadas estratégias de reabilitação precoce. Por isso, o diálogo aberto com o médico sobre expectativas e possibilidades de tratamento auxiliares é essencial desde o pré-operatório.
Sociedades urológicas e oncológicas descrevem um conjunto de abordagens de “reabilitação peniana” para ajudar na recuperação da função erétil após o tratamento. Entre as opções, estão medicamentos orais para ereção, uso de dispositivos a vácuo, injeções intracavernosas, fisioterapia pélvica e, em casos específicos, próteses penianas, sempre indicados de forma individualizada.
Além dos recursos físicos, diretrizes e materiais da OMS e de instituições especializadas enfatizam a importância do apoio psicológico e da abordagem da saúde sexual do casal.
Ansiedade, medo de “falhar” e alterações na autoimagem podem interferir tanto quanto o fator orgânico, e o acompanhamento multiprofissional (urologia/oncologia, psicologia, fisioterapia pélvica) costuma trazer melhores resultados.
A SBOC, a SBCO e a SBU reforçam que é plenamente possível manter ou reconstruir uma vida íntima ativa após o tratamento do câncer de próstata. A qualidade da função sexual dependerá de fatores como tipo de tratamento realizado, idade, saúde geral, função sexual prévia e adesão às estratégias de reabilitação, mas a perspectiva atual é muito mais otimista do que há algumas décadas.
A OMS lembra que saúde sexual faz parte da saúde global masculina, e isso inclui desejo, intimidade, satisfação e bem-estar emocional, não apenas o ato sexual em si. Nesse contexto, o acompanhamento médico integral, baseado em informação de qualidade, manejo dos efeitos colaterais e suporte emocional, oferece bases concretas para que muitos homens vivam bem e com vida sexual ativa após o câncer de próstata.
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Dr Stefany Cardoso Faria
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