
O câncer de pâncreas é um dos tipos mais desafiadores porque, muitas vezes, não apresenta sintomas específicos nas fases iniciais, o que leva a diagnósticos em estágios mais avançados, segundo grandes centros oncológicos e diretrizes internacionais.
Além dos fatores mais conhecidos, como idade avançada, tabagismo e histórico de pancreatite, existem outros riscos menos comentados que merecem atenção.
O câncer de pâncreas costuma ser silencioso no começo e, quando causa sintomas, eles podem ser vagos, como dor abdominal, perda de peso ou cansaço, o que dificulta o diagnóstico precoce. Por isso, conhecer fatores de risco e ficar atento a mudanças persistentes na saúde é fundamental para buscar avaliação médica em tempo oportuno.
O surgimento de diabetes após os 50 anos, sem causa aparente, ou uma piora repentina do controle glicêmico em pessoas que já eram diabéticas, é descrito em estudos como um possível sinal de alerta em alguns casos de câncer de pâncreas. Não significa que toda pessoa com diabetes terá câncer, mas mudanças inesperadas merecem investigação.
Inflamações repetidas do pâncreas ao longo dos anos (pancreatite crônica) aumentam o risco de mutações celulares e estão associadas a maior risco de câncer pancreático. Pessoas com pancreatite crônica, especialmente por muitos anos, devem ter acompanhamento regular com especialista.
Ter parentes próximos com câncer de pâncreas ou mutações genéticas específicas (como em BRCA1, BRCA2 e outras síndromes hereditárias) eleva o risco e pode indicar necessidade de acompanhamento especializado e, em alguns casos, programas de vigilância. A avaliação genética é indicada em famílias com múltiplos casos de câncer de pâncreas ou outros tumores relacionados.
O excesso de gordura corporal favorece inflamações crônicas e resistência à insulina e está ligado a maior risco de vários tipos de câncer, incluindo o de pâncreas, segundo organizações internacionais de pesquisa em câncer. Manter um peso saudável por meio de alimentação equilibrada e atividade física é uma medida importante de prevenção.
Alimentos ultraprocessados e carnes processadas, ricos em conservantes, sódio e gorduras de baixa qualidade, estão associados a maior risco de câncer em geral e têm sido relacionados a maior risco de tumores digestivos. Reduzir esse tipo de alimento na rotina é uma recomendação constante em guias de prevenção do câncer.
Ter fatores de risco não significa que a pessoa terá câncer de pâncreas, mas indica um terreno onde a atenção deve ser maior. Nesses casos, acompanhamento médico regular, controle do peso, não fumar, moderar o álcool, cuidar da alimentação e tratar adequadamente condições como diabetes e pancreatite são atitudes essenciais.
Quando sintomas como dor abdominal persistente, perda de peso sem explicação, icterícia (pele e olhos amarelados) ou mudanças importantes na glicemia aparecem, a avaliação médica deve ser imediata.
Informação, vigilância e hábitos saudáveis podem fazer diferença na identificação mais precoce de alterações e na busca oportuna por diagnóstico.
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Dr Stefany Cardoso Faria
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