Durante o Outubro Rosa, têm surgido nas redes sociais novos mitos sobre mamografia, como o de que o “aperto” do exame traria riscos à saúde das mulheres. Essa desinformação ganhou força recentemente, especialmente em plataformas como o Instagram. Já o mito sobre a radiação do exame, por sua vez, já circula há mais tempo.
É fundamental combater essas fake news para garantir que mais mulheres não deixem de fazer o exame, crucial no diagnóstico precoce do câncer de mama, que salva vidas.
Mamografia é perigosa devido ao aperto?
O desconforto sentido durante a mamografia acontece porque o exame exige a compressão da mama entre duas placas para garantir imagens nítidas e facilitar a identificação de pequenos nódulos e alterações.
Apesar de ser incômodo para algumas mulheres, a dor é considerada suportável e passageira.
Mastologistas alertam que essa compressão é fundamental para o resultado, não oferecendo riscos à saúde ou aumentando as chances de câncer.
Um exame sem a compressão adequada pode ser ineficaz, dificultando o diagnóstico precoce, como atestam o Instituto Nacional de Câncer (INCA) e o Ministério da Saúde. Órgãos oficiais reforçam que a compressão é segura e indispensável para garantir a qualidade, eficiência e segurança da mamografia.
Mamografia é perigosa pela radiação do exame?
Esse é outro mito amplamente disseminado. A mamografia utiliza raios-X em doses muito baixas, consideradas seguras pelas principais sociedades médicas, como Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR) e Ministério da Saúde.
De acordo com especialistas, a dose de radiação de uma mamografia equivale à exposição ambiental natural recebida em cerca de 25 dias. Estudos demonstram que uma mulher precisaria realizar mais de 400 mamografias ao longo da vida para que o risco aumentasse de forma significativa, o que está muito longe do padrão do rastreamento recomendado. O exame de mamografia dura cerca de 10 minutos, provoca apenas um desconforto temporário e não aumenta as chances de desenvolver câncer. Além disso, não oferece riscos à tireoide nem às próteses de silicone.
Os benefícios do exame superam em muito os riscos, pois a mamografia é a principal ferramenta para o diagnóstico precoce do câncer de mama e pode elevar as chances de cura para até 95% se o tumor for identificado em estágio inicial. Não realizar o exame, por medo de fake news, representa um risco muito maior: o diagnóstico tardio e tratamentos mais agressivos.
Promova informação, compartilhe esclarecimento. A mamografia é segura, salva vidas e não deve ser evitada devido a mitos na internet.
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Dr Stefany Cardoso Faria
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