Atualização das Diretrizes Brasileiras de Rastreamento do Câncer de colo do útero

As Diretrizes Brasileiras de Rastreamento do Câncer de Colo do Útero têm como objetivo orientar a conduta de profissionais de saúde e gestores no rastreamento organizado desse câncer, utilizando testes moleculares para detecção do HPV oncogênico, conforme documento disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/pcdt/r/rastreamento-cancer-do-colo-do-utero/view.

O teste deve ser realizado em mulheres de risco padrão entre 25 e 64 anos, e são considerados oncogênicos os tipos usualmente referidos como de “alto risco”: 16, 18, 31, 33, 35, 39, 45, 51, 52, 56, 58 e 59; além desses, também os tipos 66 e 68.

A investigação da importância dos diferentes tipos de HPV na gênese do câncer de colo do útero identificou 17 tipos virais como indutores da neoplasia, sendo que os tipos 16 e 18, isoladamente, causaram 77% dos casos de câncer de colo do útero.

A despeito da disponibilização da vacina contra HPV no Sistema Único de Saúde (SUS) desde 2014, o impacto na magnitude da doença ainda é discreto, pois a cobertura da vacinação ainda é baixa e seu efeito na incidência e mortalidade ocorrerá apenas a longo prazo, quando a coorte de mulheres vacinadas alcançar a faixa etária recomendada para o início do rastreamento, período em que o desenvolvimento do câncer e de suas lesões precursoras se torna mais provável.

Assim, o rastreamento persiste como estratégia essencial, pois as mulheres não vacinadas têm maior risco de desenvolvimento de câncer de colo do útero e dependem exclusivamente da detecção precoce.

Em 2018, a Organização Mundial da Saúde (OMS) fez um chamado global para eliminação do câncer de colo do útero como problema de saúde pública, definida pela redução da incidência para quatro por 100.000 mulheres-ano e, em 2020, lançou metas para promover e acelerar esse propósito:

  • – 90% das meninas vacinadas contra HPV até 15 anos;
  • – 70% das mulheres rastreadas com teste molecular para detecção de HPV oncogênico entre os 35 e os 45 anos;
  • – 90% das mulheres identificadas com lesões precursoras e câncer de colo do útero recebendo tratamento

Em 2023, ocorreram 7.209 óbitos por câncer de colo do útero no Brasil, representando uma taxa de mortalidade de 4,79/100 mil mulheres. Entretanto, há diferenças regionais marcantes, principalmente na Região Norte, onde a taxa foi de 9,47/100 mil mulheres, ou seja, quase o dobro da taxa nacional. Foi a terceira causa de morte por câncer em mulheres no país e na região Centro-Oeste, a segunda no Norte, a terceira no Nordeste, a quinta no Sul e no Sudeste.

VACINAÇÃO E SUA EFICÁCIA:

• Prevenção de tipos de alto risco: A vacina protege contra os tipos de HPV 16 e 18, responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer de colo do útero, com eficácia que pode chegar a 98% para esses tipos.
• Redução de câncer: Estudos mostram uma redução de até 58% nos casos de câncer de colo do útero e 67% nas lesões pré-cancerosas graves (NIC3) em populações vacinadas, incluindo dados do Brasil.
• Proteção em jovens: A vacinação em idades mais jovens (até 16 anos) é mais eficaz, com redução de até 80% na incidência de câncer e lesões pré-cancerosas.

QUEM PODE VACINAR:

A infecção pelo HPV é uma das mais comuns no mundo e estima-se que entre 50% e 70% das pessoas sexualmente ativas terão contato com o vírus em algum momento da vida. A vacina protege contra até 98% dos tipos oncogênicos mais perigosos.

A vacinação é gratuita pelo SUS e está disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE), que atendem pessoas com condições específicas de saúde.

PODEM SE VACINAR:

  1. • Meninas e meninos de 9 a 14 anos;
  2. • Mulheres e homens de 9 a 45 anos que vivem com HIV, transplantados de órgãos ou medula, e pacientes oncológicos;
  3. • Vítimas de abuso sexual, de 15 a 45 anos, com esquema vacinal incompleto;
  4. • Usuários de PrEP (Profilaxia Pré-Exposição ao HIV), de 15 a 45 anos;
  5. • Pessoas com Papilomatose Respiratória Recorrente (PRR) a partir de 2 anos de idade.

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👨‍⚕️ Dr Stefany Cardoso Faria
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