
O adenocarcinoma gástrico frequentemente se apresenta de forma silenciosa nas fases iniciais, com queixas dispépticas inespecíficas que são facilmente atribuídas a gastrite funcional, doença ácido-péptica ou refluxo, o que contribui para diagnóstico em estádios localmente avançados ou metastáticos, conforme descrito pelo INCA e por diretrizes nacionais.
A identificação de sintomas persistentes e de sinais de alarme é central para indicação oportuna de endoscopia digestiva alta e possibilidade de abordagem curativa.
Séries clínicas e consensos brasileiros descrevem dor epigástrica recorrente, perda ponderal involuntária, anemia ferropriva, náuseas, vômitos e plenitude pós-prandial precoce como manifestações frequentes na apresentação do adenocarcinoma gástrico. Esses sintomas assumem maior relevância em indivíduos com fatores de risco conhecidos, como infecção crônica por Helicobacter pylori, tabagismo e história familiar de neoplasia gástrica.
Pirose e queimação na região epigástrica, sem resposta adequada ao uso intermitente de antiácidos ou inibidores de bomba de prótons, podem traduzir inflamação mucosa crônica ou lesão estrutural e, em pacientes acima de 40–45 anos ou com fatores de risco, são considerados critérios para indicação de endoscopia.
Dor ou desconforto na parte superior do abdome, de caráter progressivo ou associado à perda de peso, figura entre as queixas mais prevalentes na apresentação do câncer gástrico e é classificada como sintoma de alarme em algoritmos de dispepsia.
Náuseas e vômitos de repetição, sem etiologia evidente (como infecção aguda ou intoxicação alimentar), especialmente quando acompanhados de perda ponderal ou redução da ingesta, podem refletir comprometimento funcional do estômago ou início de obstrução de via de saída gástrica.
Anorexia, plenitude pós‑prandial precoce e perda de peso não intencional são descritas em tumores localizados principalmente em corpo e antro gástrico, sugerindo diminuição da reserva gástrica ou obstrução parcial da saída, quadro típico de obstrução de via de saída gástrica por neoplasia.
Astenia importante associada à anemia ferropriva é frequentemente decorrente de sangramento digestivo crônico e oculto em lesões ulceradas, sendo achado comum em séries de câncer gástrico avançado.
A presença isolada desses sintomas não define diagnóstico de câncer gástrico, uma vez que diversas condições benignas apresentam quadro semelhante. Entretanto, diretrizes de dispepsia e consensos oncológicos recomendam investigação com endoscopia digestiva alta na presença de sinais de alarme (perda ponderal, anemia, sangramento digestivo, disfagia, vômitos persistentes), sintomas refratários à terapêutica empírica ou em pacientes de maior risco (idade avançada, H. pylori de longa data, história familiar, tabagismo, etilismo).
A infecção crônica por Helicobacter pylori é considerada o principal fator de risco modificável para adenocarcinoma gástrico não‑cardial e classificada como carcinógeno do grupo 1 pela IARC. Outros fatores relevantes incluem:
Medidas preventivas incluem erradicação de H. pylori em cenários recomendados, cessação do tabagismo, moderação do álcool, ajuste dietético e manejo de condições gástricas precursoras com seguimento endoscópico individualizado.
A endoscopia digestiva alta com biópsias múltiplas da lesão é o método padrão‑ouro para diagnóstico de câncer gástrico. O exame permite caracterizar localização, extensão superficial, padrão ulcerado ou infiltrativo e coletar material para estudo histopatológico e, quando disponível, avaliação de HER2, PD‑L1 e outros biomarcadores com impacto terapêutico.
Após a confirmação histológica, o estadiamento costuma envolver tomografia computadorizada de tórax, abdome e pelve, eventualmente PET/CT e laparoscopia diagnóstica em casos selecionados, com o objetivo de detectar doença peritoneal ou metastática não visível em exames de imagem. A definição do estádio TNM orienta a indicação de gastrectomia com linfadenectomia D2, quimio(neoadjuvante/adjuvante) ou estratégias paliativas em doença avançada.
Informação de qualidade sobre sintomas de câncer de estômago ajuda a não banalizar sinais que se repetem e a buscar ajuda na hora certa. Cuidar da alimentação, evitar tabagismo, moderar o álcool, tratar corretamente infecções por Helicobacter pylori e fazer acompanhamento médico regular são pilares importantes para a saúde digestiva e para reduzir o risco ao longo da vida.
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Dr Stefany Cardoso Faria
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